Conselho Consultivo do Criec consolida governança para enfrentar desafios climáticos no RS
Colegiado reúne governo, universidades, organizações ligadas ao clima e entidades do setor produtivo
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O governo do Estado, por meio da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict) promoveu, na manhã desta quinta-feira (5/3), a primeira reunião do Conselho Consultivo do Centro de Referência Internacional em Estudos Relacionados às Mudanças Climáticas (Criec). O colegiado busca promover soluções para que o Rio Grande do Sul possa se adaptar às mudanças climáticas, tornando-se referência para outras regiões vulneráveis.
Durante a reunião, a secretária da Sict, Simone Stülp, que coordena o Criec, destacou a importância do órgão para a construção de um Estado mais preparado para eventos meteorológicos. “É um trabalho inédito que faz com que possamos enfrentar de outra maneira os eventos extremos, sem sermos pegos de surpresa”, defendeu.
Ela apresentou aos conselheiros a estrutura do Criec, com uma governança formada pelo próprio Conselho Consultivo, além de um Núcleo Gestor e de um Grupo de Trabalho de Servidores, garantindo o alinhamento entre produção científica e prioridades do governo. O programa inclui mobilidade técnica para capacitação em centros nacionais e internacionais especializados, envolvendo 12 órgãos estaduais e 32 servidores.
Conforme a secretária, o ciclo de atuação do Criec integra produção de conhecimento, monitoramento e validação, análise estratégica e incorporação dos resultados pelos gestores. A intenção é assegurar que evidências científicas se transformem em políticas públicas efetivas para enfrentar os desafios climáticos no estado.
O colegiado que compõe o Conselho Consultivo reúne representantes de universidades, além de técnicos do governo do Estado. Também participam organizações internacionais ligadas ao clima, ONGs ambientais e entidades do setor produtivo.
O que é o Criec
Instituído pelo governo Eduardo Leite por meio do Decreto 58.324, de 12 de agosto de 2025, o Criec tem como missão produzir conhecimento científico e tecnológico voltado para adaptação e resiliência climática, transformando pesquisas em políticas públicas e soluções práticas para enfrentar eventos extremos. Antes, não havia um centro de referência internacional voltado a eventos extremos no Estado.
Texto: Fábio Ritter/Ascom Sict
Edição: Secom