Grupo chinês Beidahuang anuncia a Rigotto intenção de investir e adquirir soja do Rio Grande do Sul
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O governador Germano Rigotto recebeu neste sábado (17), durante reunião de trabalho na sala VIP do Aeroporto Internacional Salgado Filho com o presidente do grupo Beidahuang, Wu Jie Kai, e o presidente da Jiusan Oil & Fat, Tian Ren Li, da província de Heilongjiang, o anúncio da intenção de importação de até 1 milhão de toneladas de soja do Rio Grande do Sul. Deste volume, 500 mil toneladas seriam adquiridas dentro dos próximos meses. Estamos colhendo os primeiros resultados da missão à China e é importante que esta, que é a maior empresa de agronegócios do país asiático, esteja reafirmando a sua confiança na qualidade da soja gaúcha e abrindo a possibilidade, não apenas da compra de grãos, mas, em outros momentos, investir no plantio próprio ou em parceria com cooperativas, e até instalar uma unidade industrial de soja no Rio Grande do Sul, observou o governador. Rigotto lembrou que já existe um contato positivo do Governo do Estado com uma outra empresa da área de soja: a Chinatex que, com a Beidahuang, poderá adquirir mais de 3 milhões de toneladas de soja gaúcha até 2005. Os empresários chineses também demonstraram interesse em conhecer a atividade de florestamento na Metade Sul do Estado. Eles acreditam que pode ser bastante viável, economicamente, produzir madeira no Rio Grande do Sul, pelo preço das terras para este plantio e pelo alto grau de produtividade registrado nas lavouras de eucaliptos e acácias, disse. Grande parceiro Para o governador, o grupo Beidahuang poderá se tornar mais um dos grandes parceiros do Rio Grande do Sul na China. Os empresários chineses se reuniram ao meio-dia de sábado com os secretários da Agricultura e Abastecimento, Odacir Klein, e do Desenvolvimento e Assuntos Internacionais, Luis Roberto Ponte, mais os presidentes da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, e da Federação das Cooperativas Agropecuárias (Fecoagro), Rui Polidoro Pinto. No encontro, Wu Jie Kai, falou que a Beidahuang necessitará importar cerca de 3 milhões de toneladas de soja por ano devido a inauguração, em agosto e dezembro deste ano, de duas unidades de esmagamento do grão. A indústria processa hoje 2,6 milhões de toneladas e a partir de agora tem de comprar matéria-prima de outros países, com prioridade para o Brasil e, especificamente, o Rio Grande do Sul, devido a qualidade do produto e a logística do porto de Rio Grande. O grupo Beidahuang dedica-se também ao cultivo, à industrialização e à comercialização de arroz, trigo e milho e à fabricação de laticínios e medicamentos. Klein assegurou aos chineses a sanidade da soja cultivada no Estado. Continua em vigor o critério determinado pelo Ministério da Agricultura brasileiro de tolerância de uma semente por quilo de grão, garantiu aos visitantes. Ponte manifestou satisfação pelo desejo de cooperação permanente com o segmento do agronegócio gaúcho. Os chineses vieram em busca de uma parceria definitiva, querem se fixar aqui, avaliou.