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Leite vistoria recuperação do Colégio Félix da Cunha, em Pelotas

Com preservação de elementos originais, investimento é de R$ 1,2 milhão

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Governador vistoria recuperação do Colégio Félix da Cunha, em Pelotas   out26
Governador destacou importância do prédio histórico para a comunidade - Foto: João Pedro Rodrigues/Secom

O governador Eduardo Leite vistoriou, nesta segunda-feira (26/10), o andamento das obras do Colégio Estadual (CE) Félix da Cunha, em Pelotas. Leite foi acompanhado pela secretária da Educação, Stefanie Eskereski, e pela secretária-adjunta de Obras Públicas, Elis Bueno.

Com investimento de R$ 1,2 milhão, a intervenção integra o conjunto de ações do governo para recuperar e preservar edificações históricas. A Secretaria de Obras Públicas (SOP) é responsável pela execução e fiscalização dos serviços.

“No primeiro mandato, nós arrumamos as contas do Estado. Neste segundo, deixei claro que iríamos focar nas escolas. Ainda temos muitos desafios, porque são cerca de 2,3 mil unidades escolares que passaram muito tempo sem a manutenção e os reparos necessários. Mas conseguimos destravar a burocracia e retomar a capacidade de fazer as obras acontecerem”, disse Leite. “Em todo o Estado, são reparos em mais de mil escolas. Só em Pelotas, quase R$ 30 milhões em 24 unidades. E aqui, no Félix da Cunha, temos também o cuidado de recuperar um prédio histórico e devolvê-lo à comunidade com a dignidade e o orgulho que a escola merece.”

Fundado em 1913, o CE Félix da Cunha foi o segundo colégio primário público e laico de Pelotas. A cerimônia de inauguração teve como orador o escritor gaúcho Simões Lopes Neto. Mais de um século depois, a instituição segue em atividade e atende 415 alunos.

sala de aula Governador vistoria recuperação do Colégio Félix da Cunha, em Pelotas
Leite e outros representantes do Estado visitaram salas de aula - Foto: João Pedro Rodrigues/Secom

Sobre a obra

Iniciada em agosto de 2025, a obra no Félix da Cunha é importante para a comunidade pelotense, tanto pela relevância histórica da instituição quanto pela necessidade de reparar as condições de uso do prédio. Parte de sua estrutura foi interditada devido à precariedade da edificação.

“Recuperar uma instituição como o Félix da Cunha é cuidar de um patrimônio que faz parte da história de Pelotas e da educação pública gaúcha. Estamos entregando à comunidade uma escola segura e preparada para os próximos anos, com o cuidado que a trajetória do colégio pede”, destacou Elis.  

Os serviços foram organizados em duas etapas. Na primeira, os trabalhos se concentraram nos anexos e nas áreas de acesso, com recuperação estrutural da cobertura; manutenção de telhados e pisos; pintura dos muros junto à quadra; e reparos na rede hidráulica.

vitrais   Governador vistoria recuperação do Colégio Félix da Cunha, em Pelotas
Governo priorizou conservação de elementos originais da edificação, como os vitrais - Foto: João Pedro Rodrigues/Secom

Na segunda etapa, os serviços incluíram recuperação estrutural da laje do piso de acesso e dos pisos internos; manutenção da cobertura, das esquadrias, das instalações elétricas e do piso da quadra; instalação de equipamentos; colocação de pisos de madeira; e pintura da edificação. Durante a intervenção, a SOP priorizou a conservação de elementos originais da edificação – como os ladrilhos do hall de entrada, os assoalhos de madeira, as aberturas e os vitrais.

Com pouco mais de 80% dos serviços concluídos, a obra segue em andamento, com previsão de entrega até o final de novembro.

Conservação dos prédios históricos

A preservação do patrimônio histórico faz parte da trajetória da SOP. Entre os exemplos mais antigos, estão as ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões, onde os primeiros escoramentos das paredes do templo foram realizados de 1925 a 1927 pela então Diretoria de Terras e Colonização, vinculada à secretaria.

Na área da educação, instituições tradicionais estão recebendo investimentos. Em Porto Alegre, o ciclo de reparos iniciou-se no Instituto de Educação (IE) General Flores da Cunha – que, após um investimento de R$ 22,9 milhões, voltou a abrir as portas aos alunos em fevereiro de 2024. Na sequência, o Colégio Estadual Paula Soares, localizado ao lado do Palácio Piratini, está recuperando sua arquitetura original, com aporte de R$ 5,5 milhões.

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Com mais de 80% dos serviços concluídos, obra segue em andamento - Foto: João Pedro Rodrigues/Secom

Em Alegrete, o Instituto Estadual de Educação Oswaldo Aranha recebe R$ 5,9 milhões para uma intervenção estrutural de grande porte, a primeira desse tipo desde sua fundação, em 1929. E o Instituto de Educação Olavo Bilac, em Santa Maria, passa por uma ampla obra de conservação, restauro e revitalização.

A preservação da memória também está presente em outros prédios públicos. O edital para seleção de empresa especializada que recuperará o prédio histórico do Hospital Psiquiátrico São Pedro, em Porto Alegre, foi publicado em 13 de outubro, prevendo aporte de R$ 4,8 milhões. E a Secretaria da Fazenda, também na capital, passa por melhorias desde o início de 2024, com investimento de R$ 16,5 milhões.

Investimentos na educação

Desde 2023, o Estado investiu R$ 64,6 milhões em 38 escolas localizadas em municípios abrangidos pela 5ª Coordenadoria Regional de Obras Públicas (Crop), de Pelotas, que fiscaliza os trabalhos no Félix da Cunha. O aporte abrange obras finalizadas, em execução, por iniciar ou em fase de contratação.

No mesmo período, em todo o Rio Grande do Sul, foram destinados R$ 1,2 bilhão, desde obras em fase de projeto até concluídas.

Quadra   Governador vistoria recuperação do Colégio Félix da Cunha, em Pelotas
Obra deve ser finalizada até o final de novembro - Foto: João Pedro Rodrigues/Secom

Texto: Marluci Brock/Ascom SOP
Edição: Secom

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