Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Início do conteúdo

Obras no Instituto Olavo Bilac, em Santa Maria, avançam com cuidados especiais de preservação do patrimônio histórico

Devido ao estado de conservação dos prédios históricos, as intervenções na instituição precisaram ser ampliadas

Publicação:

Vista aérea destacando um prédio antigo de telhado avermelhado em processo de reforma.
Primeira fase da obra na escola foi a troca da cobertura, já concluída - Foto: SOP

O Instituto de Educação Olavo Bilac, em Santa Maria, está passando por uma ampla obra de conservação, restauro e revitalização de seus prédios históricos, beneficiando 1.117 alunos. Os trabalhos integram um conjunto de ações do governo do Estado, por meio da Secretaria de Obras Públicas (SOP), para qualificar escolas e outras construções de relevância cultural e arquitetônica. Por seu caráter especial, esses espaços contam com acompanhamento de órgãos de preservação e, devido à antiguidade das instalações, frequentemente precisam de intervenções mais amplas do que as identificadas inicialmente.

Na escola santa-mariense, estão sendo recuperados os blocos onde funcionam salas de aula, museu, área administrativa e salão de eventos. Com mais de 120 anos, a instituição tem sete prédios. Os dois mais antigos – o pavilhão principal e o de Educação Física – são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae) desde 2013. Ambos terão suas características arquitetônicas preservadas. O bloco 6 também passará por obras para abrigar cozinha e refeitório novos, maiores e mais adequados às necessidades do instituto. O valor investido, conforme o contrato original, é R$ 6,4 milhões.

Ambiente interno de auditório, ainda em reforma, com piso de madeira desgastado, paredes claras com marcas de reparo, janelas altas ao longo das laterais permitindo entrada de luz natural, e alguns equipamentos e materiais espalhados, como andaimes, cadeiras e latas.
Auditório do Instituto de Educação Olavo Bilac é um dos espaços que está atualmente em obras - Foto: Luiza Lau/SOP

Intervenção total na fachada

Com o andamento das obras, descobriu-se que era preciso fazer uma intervenção total na fachada. Antes, ela seria só parcial, mas o grau de deterioração, após décadas sem manutenção, era ainda maior do que o constatado inicialmente. Por isso, os serviços a serem realizados foram ampliados, a fim de garantir uma recuperação completa da escola e não deixar melhorias essenciais por fazer. Para realizar as intervenções adicionadas, é preciso autorização do Iphae, o que depende dos prazos de tramitação internos do órgão. O novo orçamento está em elaboração no momento.

“As obras que realizamos não são simples. Não é só um reparo pequeno. São verdadeiras revoluções nas escolas, deixando os prédios numa qualidade que havia muito não se conseguia. Isso não se faz da noite para o dia. Em escolas históricas, o cuidado é ainda maior, pois envolve proteção ao patrimônio cultural e lida com estruturas muito antigas e bastante danificadas. Elaboramos diagnósticos das escolas para fazer intervenções mais prioritárias. O Estado deixou de ignorar o que precisa ser feito. Quanto mais intervenções forem precisas, mais melhorias faremos”, afirmou a secretária de Obras Públicas em exercício, Zilá Breitenbach.

Ilustração técnica frontal de um prédio institucional de dois pavimentos, com fachada simétrica em tons de azul claro e base mais escura, diversas janelas alinhadas e um acesso central com escadaria e pórtico triangular.
Projeção da fachada do prédio principal após recuperação - Foto: Reprodução SOP

Os trabalhos ocorrem em etapas. Atualmente, os serviços estão quase 50% executados, conforme o contrato original. A primeira fase, já concluída, foi a troca da cobertura. Os trabalhos começaram por essa parte para garantir que não chovesse na parte interna, o que poderia prejudicar o andamento da obra. Também está finalizada a troca de forros em dois blocos e a impermeabilização e estabilização da marquise de acesso ao prédio principal, que se encontrava interditada pelos bombeiros pelo risco de queda.

Atualmente, instalações elétricas e hidráulicas, banheiros, esquadrias e pinturas estão em recuperação; rampas de acesso estão em construção; e pisos de madeira estão sendo substituídos. Nos últimos anos, o Estado destinou R$ 87,6 mil para a reconstrução dos muros da escola e R$ 215 mil para a recuperação do anexo 1. A fiscalização dos trabalhos é feita pela 8ª Coordenadoria Regional de Obras Públicas (Crop), com sede no município.

Mais investimentos nas escolas

Desde 2019, o governo do Estado destinou quase R$ 1,2 bilhão a 1.090 escolas, das 2,3 mil que compõem a Rede Estadual de Ensino – entre obras concluídas, em execução, por iniciar ou em fase de contratação.

Em média, esse valor representa R$ 1 milhão para cada instituição. No período, o valor médio por escola, que era de R$ 136,8 mil, cresceu mais de 630%. Os números mostram que as obras deixaram de ser simples reparos para se tornarem recuperações completas dos prédios escolares.

Vista aérea de um edifício antigo de grande porte com telhado de telhas cerâmicas alaranjadas, situado em meio a um bairro urbano com prédios residenciais ao redor; a construção apresenta fachada clara com várias janelas alinhadas e sinais de desgaste, enquanto na área frontal há um terreno com entulho e restos de madeira.
Cuidado com a reforma em escolas históricas é ainda maior, pois envolve proteção ao patrimônio cultural - Foto: SOP

“Tivemos que inovar na forma de formalizar as obras. A Contratação Simplificada é um processo que nos deu agilidade e garantiu a presença de obras em todo o Estado. Agora, cada instituição é vista por inteiro, e as renovações são completas. Isso é fruto de um comprometimento com a melhoria da infraestrutura para alunos e professores e garantia de um futuro melhor para o Rio Grande do Sul”, disse Zilá.

Texto: Ariel Engster/Ascom SOP
Edição: Secom

Portal do Estado do Rio Grande do Sul