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Programa Balneabilidade aponta que 91 dos 96 locais de coleta estão próprios para banho em novo boletim divulgado pelo Estado

Nono documento da Fepam registra aumento de cianobactérias em Pelotas e Osório

Publicação:

Balneabilidade 9   Site
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O governo do Estado, por meio da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), divulgou, nesta sexta-feira (6/2), o nono boletim do Programa Balneabilidade temporada 2025/2026. Os resultados são referentes às coletas realizadas nos dias 2, 3 e 4 de fevereiro de 2026, nos 96 pontos monitorados em praias e balneários do Rio Grande do Sul.

Conforme os resultados, são cinco os pontos impróprios para banho. Em comparação ao oitavo boletim, o Balneário do Rio Camaquã, em Cristal, deixou a lista, enquanto dois locais em Pelotas e um em Santa Maria voltaram a apresentar condições adversas aos banhistas. 

Pontos impróprios para banho - Boletim 9 (Município — Balneário/Praia)

  • Osório — Lagoa do Peixoto
  • Pelotas — Valverde - Trapiche
  • Pelotas — Valverde - Av. Sen. Joaquim A. Assumpção
  • Piratini — Balneário Municipal Klérfim Cardoso - Rio Piratini
  • Santa Maria — Balneário Passo do Verde - Rio Vacacaí

  • Boletim completo

Entre os pontos impróprios, os localizados em Osório e Pelotas apresentaram alto índice de cianobactérias (242.338 células/ml na Lagoa do Peixoto; e 51.000 células/ml em cada um dos pontos em Pelotas — o limite é 50.000 células/ml). Esse cenário indica condições de eutrofização (excesso de nutrientes). Além dos locais estarem impróprios para banho, os gêneros predominantes de microrganismos (Aphanocapsa sp., Raphidiopsis sp. e Aphanizomenon sp. em Osório; e Microcystis sp. em Pelotas) são potenciais produtores de toxinas, e a exposição a essa água pode levar a intoxicações agudas ou crônicas.

O programa

O Balneabilidade, que determina se um local está próprio ou impróprio para banho, é executado pela Fepam, com o apoio da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e do Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep).

O programa monitora 96 pontos de praias e balneários de 45 municípios do Estado. Este ano, passaram a receber coleta e análise a Lagoa Rondinha, no município de Balneário Pinhal; o Parque Náutico, em Capão da Canoa; e o Balneário Klérfim Cardoso, na cidade de Piratini.

A divulgação dos resultados acontece sempre às sextas-feiras, no site e nas redes sociais da Fepam, nas placas fixadas em praias e balneários nos locais de divulgação e no webaplicativo do Balneabilidade. Os boletins serão divulgados até 27 de fevereiro.

O projeto é realizado anualmente pela Fepam desde 1979, integrando a Operação Verão Total, desenvolvida pelo governo do Estado.

Classificação das águas

Para a classificação das águas como próprias ou impróprias para banho, utilizam-se parâmetros de Escherichia coli (E. coli), observando os critérios definidos pelas resoluções  do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) 274/2000 e 357/2005.

Nos balneários de Pelotas; Tapes; na Lagoa do Peixoto, em Osório; na Praia da Barrinha, em São Lourenço do Sul; na Praia da Picada, em Barra do Ribeiro; e em Arambaré também são consideradas as cianobactérias.

Como é feita a análise

O resultado de cada boletim está condicionado a cinco semanas anteriores de monitoramento. Se, ao longo desse período, duas ou mais amostras do conjunto apresentarem resultado superior a 800 para E.coli ou, ainda, se a amostra mais recente das cinco avaliadas apresentar resultado maior que 2 mil para E.coli, o ponto será classificado como impróprio. O mesmo ocorre se a contagem de cianobactérias extrapolar 50 mil células.

Recomendações aos banhistas

  • Entrar na água apenas em locais com condição própria para o banho;
  • Evitar tomar banho em época chuvosa, nas primeiras 24 horas após chuvas intensas, em períodos de cheia dos rios ou em canais pluviais, saídas de córregos ou rios que afluem nas praias;
  • Não tomar banho em locais com concentração de algas, pois podem conter toxinas prejudiciais à saúde;
  • Destinar atenção especial a crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade.

Texto: Cassiano Cavalheiro e João Pedro Flores/Ascom Fepam
Edição: Secom

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