Volume de vendas da indústria gaúcha registra crescimento em 2026
Puxadas pelas vendas internas e para outros Estados, comercializações foram impulsionadas pelos setores de veículos e alimentos
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O volume de vendas da indústria de transformação do Estado registrou aumento de 0,4% entre janeiro e setembro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. A alta foi puxada pelas comercializações realizadas especialmente no primeiro e segundo trimestre, que tiveram salto de 1,9% e 2%. O saldo dos últimos 12 meses também é positivo, com elevação de 0,8%. Os dados estão publicados na última edição do Boletim do Volume de Vendas da Indústria, divulgado trimestralmente pelo governo do Estado, por meio da Receita Estadual. vinculada à Secretaria da Fazenda (Sefaz),
O material, elaborado com base nos registros das notas fiscais eletrônicas (NF-e), que conferem um caráter censitário ao levantamento, traz um panorama quantitativo do fluxo comercial do Rio Grande do Sul. Os dados do boletim e do Programa Desenvolve RS, coordenado pela Receita Estadual, foram apresentados na terça-feira (20/10), na Mercopar, em Caxias do Sul.
O resultado até foi impulsionado pelas vendas para outros Estados, cuja alta foi de 2,5%. As vendas internas também cresceram no período, mas de forma mais tímida, somando alta de 0,4% no período. Por outro lado, as exportações, influenciadas pelas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos, tiveram queda de 4,7%.
O bom desempenho das vendas foi puxado especialmente pelos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias e de produtos alimentícios, que registraram alta de 15,4% e 3,5% no primeiro semestre, respectivamente. Embora outros segmentos, como equipamentos de informática, tenham apresentado crescimento superior, os dois setores tiveram mais peso no resultado total por representarem uma parcela mais significativa das vendas da indústria.
Colocando uma lupa no desempenho setorial, o levantamento anterior, referente ao segundo trimestre, mostrou que a aceleração das vendas no segmento de veículos ocorreu sobretudo em março, maio e junho, com taxas de crescimento próximas de 30%. No período analisado, houve alta nas comercializações de automóveis, camionetas, cabines e carrocerias. As vendas de caminhões e ônibus e de peças e acessórios, por outro lado, ficaram estáveis.
Já o setor de alimentos, na contramão do desempenho médio da indústria, registrou forte aumento das exportações – as vendas para outros países cresceram 14,4% no período.
Texto: Rodrigo Azevedo/Ascom Sefaz
Edição: Secom