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Governo Leite investe R$ 484 milhões em obras escolares em 2025

Números mostram a consolidação da reestruturação do Estado que permitiu recuperar a infraestrutura da Rede Estadual de Educação

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Foto mostra vista aérea da EEEB Margarida Pardelhas, em Cruz Alta
Em Cruz Alta, a renovação da Escola Margarida Pardelhas recebeu aporte de R$ 21,4 milhões - Foto: Jean Patrick Hochmüller Maidana/SOP

O governo do Estado investiu R$ 484 milhões nas escolas estaduais em 2025, entre obras gerenciadas pela Secretaria de Obras Públicas (SOP) concluídas e em execução ao final do ano. Desse total, R$ 98 milhões são de melhorias entregues e R$ 386 milhões se referem a demandas em andamento. 

“Os valores apresentados em 2025 são fruto de um intenso trabalho para modernizar o funcionamento do Estado. Em 2023, iniciamos uma reestruturação nas práticas internas, chegando à revolução nas obras públicas que vemos agora. Foi assim que alcançamos resultados únicos na história do Rio Grande do Sul, com entregas expressivas e novas melhorias em curso”, afirmou a secretária de Obras Públicas, Izabel Matte.

Atualmente, estão em atendimento demandas de 243 escolas, com investimento de R$ 405 milhões. Os aportes destinados à educação vêm crescendo desde 2023, quando, no início da atual gestão, o governador Eduardo Leite definiu a área como prioridade. Naquele ano, as escolas gaúchas receberam R$ 32,7 milhões para a recuperação da infraestrutura, considerando as obras concluídas. Em 2024, o montante chegou a R$ 67 milhões. No ano passado, alcançou R$ 98 milhões. No total, o atual mandato soma R$ 197 milhões aplicados em melhorias já finalizadas na Rede Estadual.

“Quando as secretarias da Educação e de Obras Públicas atuam de forma integrada, quem ganha são os estudantes e os profissionais da escola. Estamos qualificando os processos, superando entraves históricos e assegurando ambientes mais seguros, adequados e acolhedores para o aprendizado”, reforçou a secretária da Educação, Raquel Teixeira.

A quantidade de obras concluídas e escolas atendidas também cresceu. Em 2025, 178 instituições estaduais de ensino tiveram manutenções finalizadas, ante 176 em 2024 e 144 em 2023. Foram 202 trabalhos entregues em 2025, 188 em 2024 e 154 em 2023. Os números mostram que o Estado está diferente e comprovam a consolidação das mudanças implementadas nos últimos anos para recuperar a capacidade de investimento do governo gaúcho. A atual gestão mudou, também, a forma de pensar as obras. Antes, as manutenções eram pontuais e muitas vezes insuficientes, gerando uma sequência interminável de intervenções. Agora, a escola é vista como um todo, buscando garantir infraestrutura adequada para o ensino.

Escola+

Um importante avanço para as escolas do Rio Grande do Sul foi anunciado em maio de 2025: o modelo Escola+, que está progressivamente sendo adotado nas manutenções em andamento e em novas obras. Ele reúne soluções arquitetônicas e modelos de construção inovadores, além de definir um novo visual para a Rede Estadual.

O Escola+ faz uso de componentes padronizados que garantem maior controle de qualidade e contam com regras e elementos facilmente reproduzidos. As construções, por exemplo, adotam o sistema off-site, com módulos produzidos em fábricas, fora do canteiro de obras, que depois são encaixados no local da instituição, causando menos impactos ambientais e reduzindo a geração de resíduos. Desenvolvida em parceria entre a SOP e as secretarias da Educação (Seduc) e de Comunicação (Secom), a identidade visual combina estética, funcionalidade e clareza informativa, além de servir como identificação clara de que os prédios são de escolas estaduais.

O Escola+ teve sua qualidade atestada em agosto, quando foi autorizado seu uso pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão vinculado ao Ministério da Educação. Com isso, o modelo passou a integrar o portfólio nacional de projetos escolares, ampliando as possibilidades de adoção de soluções modernas e eficientes em todo o país.

Obras marcantes

Em 2025, começaram demandas muito importantes para escolas gaúchas. Em agosto, foi autorizado o começo do processo para a construção de uma nova escola estadual em Gravataí. Com investimento de R$ 37,4 milhões, instituição será a primeira a adotar totalmente o modelo Escola+.

Em Ibarama, a Escola Catarina Bridi terá um ginásio após uma espera de cerca de 50 anos. Uma estrutura até começou a ser construída, mas nunca foi concluída, e as paredes erguidas restaram como lembrança do trabalho abandonado. A autorização para a construção ocorreu em setembro do ano passado. As instalações seguem o padrão Escola+ de ginásio que, em situações de crise, pode funcionar como abrigo para até 80 pessoas, contando com banheiros e refeitórios.

Algumas escolas, além de garantir a educação, também marcam a história, a paisagem e a cultura dos municípios. Por isso, o governo deu início em 2025 a obras que estão recuperando a infraestrutura e a beleza de prédios históricos, como o Instituto de Educação (IE) Oswaldo Aranha, em Alegrete, e o IE Olavo Bilac, em Santa Maria.

As cerimônias de abertura do ano letivo e do início do segundo semestre realizadas em anos anteriores lembraram os desafios recentes que o Estado enfrentou e ocorreram em duas escolas muito especiais: em fevereiro, o IE Paulo Freire, em São Sebastião do Caí, abrigou a celebração da volta às aulas, após sofrer uma sequência de três alagamentos e, no episódio mais grave, em 2024, ficar completamente submerso. A água deixou lama por todos os lados, revirou e inutilizou móveis e destruiu documentos e equipamentos. O governo do Estado investiu R$ 1 milhão na primeira etapa da recuperação, que permitiu o retorno dos alunos à escola. No mesmo dia, o governador assinou a ordem de início da segunda fase da obra, que está em execução e para a qual foram destinados mais R$ 3,3 milhões.

Em agosto, chegou a vez do Colégio Castelo Branco, em Lajeado, sediar o evento. Após dois anos de portas fechadas por conta das enchentes, a escola, carinhosamente chamada de Castelinho, recebeu R$ 2,6 milhões para as reformas necessárias na estrutura. Ela foi escolhida para simbolizar a resistência da comunidade escolar diante dos eventos meteorológicos adversos que atingiram o Rio Grande do Sul em 2023 e 2024.

Foto mostra imagem aérea do Instituto Olavo Bilac, em Santa Maria.
Obras também contemplam recuperação de prédios históricos, como do Instituto Olavo Bilac, em Santa Maria - Foto: Cristine Ambros Recchia/SOP

Consolidação de um processo iniciado em 2023

Os investimentos atualmente realizados foram viabilizados pelas inovações implementadas desde 2023, no início do segundo mandato de Eduardo Leite. As escolas passaram a ser vistas em sua integralidade, buscando resolver não só demandas pontuais, mas garantir a recuperação de toda a infraestrutura. Com as finanças em dia, o governo do Estado pôde se dedicar a antigas demandas das comunidades escolares. Após uma década de trabalhos iniciados e paralisados, por exemplo, uma das mais conhecidas escolas de Porto Alegre voltou a receber alunos: o prédio histórico do IE Flores da Cunha foi reinaugurado em fevereiro de 2024, após receber R$ 23,4 milhões do Estado.

Em Cruz Alta, a renovação da Escola Margarida Pardelhas começou a se concretizar em 2024, após quase dez anos de espera. Com aporte de R$ 21,4 milhões, novos blocos estão sendo construídos, e toda a infraestrutura existente está sendo restaurada. Em Caxias do Sul, fica outra das maiores obras na Rede Estadual de Ensino, também iniciada em 2024: o IE Cristóvão de Mendoza passa por ampla melhoria, com intervenções no ginásio, no auditório e em três blocos da escola. Ao todo, são mais de R$ 20 milhões destinados à instituição.

O primeiro programa criado para impulsionar as obras nas escolas, já em 2023, foi o Lição de Casa. Através dele, os prédios da educação receberam recursos que há muito necessitavam, graças à recuperação das finanças do Estado. Consistiu em um passo inicial que possibilitou a ampliação dos trabalhos e investimentos com os avanços posteriores.

Os avanços seguiram. Em março de 2024, a SOP lançou a Contratação Simplificada (CS), modelo em que as licitações são feitas por blocos regionais de prédios públicos, com uma empresa responsável por atender cada lote. A adoção do sistema começou pelas escolas, gradualmente se expandiu para todo o Estado e depois, com a comprovação da sua eficiência, passou a valer para os demais prédios públicos.

Com a CS, quando uma obra se faz necessária a SOP solicita à empresa da região da edificação a realização do serviço. Dessa forma, os prazos se reduzem: o tempo entre a solicitação da demanda e o início dos trabalhos caiu de mais de mil dias em 2019 para aproximadamente 90. Atualmente, a maior parte dos trabalhos em execução é feito por esse sistema.

“Não é por acidente, coincidência ou sorte que estamos chegando a esses resultados. Por muitos anos, o cenário que vivemos hoje foi sonho, mas esteve longe de se tornar realidade. Identificamos os problemas e traçamos caminhos para resolvê-los. O Rio Grande do Sul de agora foi feito com a coragem de mudar métodos, sistemas e fórmulas, pensando em tornar o Estado novamente um propulsor da educação”, celebrou a secretária Izabel.

Texto: Ariel Engster/Ascom SOP
Edição: Secom

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