No Fecomércio-RS Debates, Eduardo Leite apresenta números que atestam a transformação do Estado
Leite destacou avanço fiscal, melhora na nota Capag e aumento de investimentos em saúde, educação, segurança e infraestrutura
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O governador Eduardo Leite apresentou, na manhã desta quarta-feira (25/2), durante o evento Fecomércio-RS Debates, um conjunto de dados objetivos que atestam a transformação do Estado para um momento de organização e crescimento. Ao longo da apresentação, sustentada por dados objetivos, Leite ressaltou que o Rio Grande do Sul está diferente e que a mudança é comprovada por indicadores fiscais, sociais e econômicos.
“Podem gostar ou não do governador, mas os números mostram a evolução do Estado”, disse, ao destacar que o foco da gestão foi enfrentar problemas estruturais que travavam o desenvolvimento gaúcho. “O Rio Grande nunca foi grande por causa do governo, mas um governo fragilizado limita a força do nosso empreendedorismo”, afirmou.
A principal transformação, segundo o governador, começou pelo ajuste das contas públicas. Em 2019, o gasto com pessoal consumia 78,3% da Receita Corrente Líquida (RCL); em 2025, o índice caiu para 63,2%. O déficit previdenciário, que representava 30,3% da RCL (R$ 12 bilhões), foi reduzido para 15,6% (R$ 10,1 bilhões), com economia acumulada de R$ 14,4 bilhões em seis anos. Além disso, o Estado quitou a dívida de R$ 9,9 bilhões com o Caixa Único, deixou de sacar recursos de contas vinculadas e recompôs depósitos judiciais, que chegaram a ter 95% de uso. O funcionalismo, que enfrentou 57 meses de salários parcelados, recebe em dia há cinco anos, com antecipações do 13º.
“Organizar as contas não é um fim em si mesmo. É o que permite investir e prestar melhores serviços à população”, ressaltou.
Leite também anunciou que o Rio Grande do Sul deixou a nota D e alcançou nota C na Capacidade de Pagamento (Capag), indicador da Secretaria do Tesouro Nacional que avalia a saúde fiscal dos entes federativos. É a primeira vez, desde a criação do indicador, que o Estado sai da pior classificação. A melhora, explicou, amplia a credibilidade no mercado, sinaliza maior capacidade de honrar compromissos e abre espaço para operações de crédito com aval da União, fortalecendo a capacidade de investimento.
“A nota Capag revela que temos um Estado mais confiável, com condições reais de sustentar novos investimentos”, destacou.
Na saúde, o Estado saiu de um cenário de dívidas com hospitais e fornecedores para pagamentos em dia e R$ 1,16 bilhão investidos em infraestrutura hospitalar, alcançando 130 instituições. O número de ambulatórios de especialidades passou de 101 para 504, além da criação de serviços específicos como os centros TEAcolhe, o SERMulher e o Saúde 60+. O Hospital Regional de Pronto Socorro de Pelotas, com investimento de R$ 74,4 milhões, foi citado como exemplo da nova fase.
Na educação, o ensino médio em tempo integral saltou de 18 escolas, com 5 mil alunos, para 432 escolas, atendendo 50 mil estudantes. O governo implantou uniforme escolar gratuito para mais de 720 mil alunos, distribuiu 315 mil pares de tênis e ampliou em cerca de 1.100% o investimento na merenda escolar, que passou de R$ 14,5 milhões para R$ 172 milhões. O programa Todo Jovem na Escola destinou R$ 599,9 milhões para combater a evasão. Na infraestrutura, foram 1.206 obras em 812 escolas entre 2023 e 2026, somando R$ 987 milhões.
Na segurança pública, o governador destacou a redução de 66% nos homicídios, que passaram de 3.229 em 2017 para 1.299 em 2025, e a queda de 88% nos roubos a comércio em comparação com 2015. O efetivo policial aumentou para 32.944 servidores, crescimento de 8,6% desde 2018. No sistema prisional, foram criadas e requalificadas 11.720 vagas, ampliado o número de policiais penais e construída a nova Cadeia Pública de Porto Alegre, encerrando o histórico de denúncias envolvendo o antigo Presídio Central.
A capacidade de investimento do Estado também avançou. O volume aplicado diretamente pelo governo saiu de 2,3% da RCL, em 2019, para 10,7% em 2024 e 8,9% em 2025, sem atrasos a fornecedores. Os convênios com municípios cresceram 14 vezes, passando de média anual de R$ 34,8 milhões (2010-2019) para R$ 539 milhões (2020-2025). Em rodovias, os investimentos do DAER subiram de R$ 150 milhões para R$ 848 milhões por ano. No Porto do Rio Grande, foram R$ 500 milhões aplicados entre 2022 e 2025, 15 vezes mais que nos 11 anos anteriores.
Ao encerrar, Leite reforçou que o Estado ainda enfrenta desafios, mas que os indicadores mostram uma trajetória consistente de melhora. “Não está tudo resolvido, mas estamos muito melhores do que estávamos. E isso os números tornam inegável”, concluiu.
Texto: Carlos Ismael Moreira/Secom
Edição: Secom