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Por que os governos estaduais e federal recorrem às concessões de estradas?

Explica aí! é uma série de publicações que esclarece, de maneira objetiva e direta, as principais iniciativas do governo

Publicação:

O card mostra um logotipo com o texto "explica aí!" em letras coloridas (preto, verde, amarelo e vermelho). O fundo tem um padrão repetido de balões de fala. No canto inferior direito, aparece o logotipo do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
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O governo publica uma série de conteúdos sobre as principais entregas do Estado para a população. Com um material direto, simples e informativo, o Explica aí! apresenta respostas didáticas para que as pessoas possam entender facilmente cada ação.

Edição #31: Concessões

  • Por que os governos estaduais e federal recorrem às concessões de estradas? 

Em razão da capacidade financeira dos governos. Conforme a pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), de 2025, as rodovias concedidas são histórica e reconhecidamente melhores que as administradas pelo poder público. 

  • A deterioração de estradas ocorre mais rapidamente sem manutenção? 

Sim. Sem manutenção e obras estruturantes, trechos já desgastados se degradam rapidamente. O custo futuro de reconstrução chega a ser três a cinco vezes maior do que o investimento preventivo (manutenção rotineira).

  • De que forma isso prejudica o RS economicamente?

Esse efeito representa perda estimada de 1 a 2 pontos percentuais de Produto Interno Bruto (PIB) setorial em cadeias como grãos, carnes, celulose, metalmecânico e turismo.

Foto mostra estrada e paisagem do interior gaúcho
Balanço de 2025 demonstra crescimento histórico nos investimentos em estradas, ligações e acessos - Foto: Divulgação/Ascom Selt
  • Qual a importância das concessões para melhorar a malha viária no RS? 

Como as rodovias concedidas apresentam melhor qualidade e maior capacidade de investimentos que as vias públicas, é importante que esse modelo de gestão seja aplicado para ampliar e qualificar as estradas do RS. Isso garantirá mais fluidez, desenvolvimento econômico e segurança aos usuários.

  • O governo federal tem estradas concedidas à iniciativa privada no RS? 

Sim. A União possui estradas federais que estão concedidas à iniciativa privada no Rio Grande do Sul, como é o caso da BR-290 (Freeway), BR-101, BR-116 (trecho da Região Sul do Estado), BR-386, entre outras. 

  • Por que é mais caro para a sociedade quando não são realizadas obras em estradas? 

Porque, além de perda de competitividade e de produtividade, estradas ruins, sem duplicação, com sinalização insuficiente e pavimento degradado elevam índices de acidentes, que são perdas sociais e econômicas significativas.

Governador Eduardo Leite anuncia R$ 223 milhões para obras de melhorias em estradas gaúchas. Ele fala em pé no microfone diante de plateia sentada.
Os recursos para o pacote de obras viárias fazem parte das ações financiadas pelo Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) - Foto: Vitor Rosa/Secom

  • O que diz a pesquisa da CNT sobre o estado de conservação em rodovias concedidas?

A pesquisa da CNT verificou que 67,8% da extensão das rodovias concedidas é classificada como ótima ou boa.

  • E como são classificadas as estradas públicas na pesquisa?

As rodovias sob gestão pública estão com 72,8% da malha avaliada classificada como Regular (47,7%), Ruim (19,7%) ou Péssimo (5,4%).

Esta é a descrição detalhada da sétima imagem para fins de acessibilidade, que apresenta dados estatísticos sobre a infraestrutura rodoviária:Tabela 30: Classificação do Estado Geral – Gestões concedida e públicaA imagem é uma tabela de dados extraída da Pesquisa CNT de Rodovias 2025. Ela compara a qualidade das rodovias brasileiras sob dois modelos de administração: Gestão concedida (iniciativa privada) e Gestão pública.Estrutura e ConteúdoA tabela é dividida por estado de conservação, apresentando a extensão em quilômetros (km) e o percentual (%) para cada categoria:Estado GeralGestão concedida (km)Gestão concedida (%)Gestão pública (km)Gestão pública (%)Ótimo8.69528,9%2.8423,4%Bom11.76438,9%20.00023,8%Regular9.00229,9%40.09047,7%Ruim6182,1%16.59419,7%Péssimo510,2%4.5415,4%Total30.130100,0%84.067100,0%Aspectos VisuaisCores: O cabeçalho principal é azul-escuro com texto em verde e branco. Os subtítulos das métricas (km e %) possuem fundo verde-claro.Formatação: As linhas de dados alternam entre branco e cinza-claro para facilitar a leitura horizontal.Destaque: A linha final de "Total" está em negrito sobre um fundo cinza levemente mais escuro.

  • Por que estradas malconservadas aumentam o custo para a economia? 

Pistas deterioradas, pontes com restrições estruturais e gargalos urbanos elevam o custo de frete, reduzem a competitividade das exportações (agronegócio, indústria, setores logísticos) e diminuem a capacidade de atração de investimentos.  

  • Em que medida ocorre perda de produtividade e crescimento econômico com rodovias ruins? 

Com mais de 70% da matriz de transporte do Estado é rodoviária, estradas com manutenção precária aumentam o tempo médio de viagem, reduzem a confiabilidade logística e prejudicam o ambiente de negócios. 

Eduardo Leite apresenta investimentos de mais de R$ 12 bilhões em rodovias dos Blocos 1 e 2
Governador destacou que concessões atraem investimentos privados e viabilizam obras - Foto: Vitor Rosa/Secom

  • Quais os investimentos previstos nas rodovias do RS por meio de concessões? 

Os projetos dos blocos 1 e 2 preveem mais de R$ 12 bilhões em investimentos. Serão mais de 395 quilômetros de duplicação nos dois blocos, além da construção de viadutos, acostamentos, terceiras faixas, manutenção contínua e atendimento médico e mecânico 24 horas. 

As concessões de rodovias estão inseridas no Programa RS Parcerias, que já promoveu duas concessões: a RSC-287, administrada pelo consórcio Rota de Santa Maria (Grupo Sacyr) e o Bloco 3, gerido pela Caminhos da Serra Gaúcha (CSG). As próximas parcerias com a iniciativa privada serão nos blocos 1 e 2. 

Esta é uma descrição detalhada da imagem para fins de acessibilidade:

Visão Geral
A imagem registra um evento formal realizado em um amplo e moderno salão de conferências. O governador Eduardo Leite aparece à esquerda da imagem, em pé sobre um palco, dirigindo-se a uma grande plateia.

O Orador e o Palco
Posição e Traje: O governador é visto de perfil, vestindo um terno cinza escuro bem cortado. Ele segura um microfone preto na mão direita enquanto faz sua apresentação.

Estrutura: À sua frente, há um púlpito de acrílico transparente. No chão do palco, um monitor está inclinado em sua direção, exibindo o conteúdo da apresentação.

Identificação: À extrema esquerda, vê-se um banner vertical azul com logotipos institucionais, incluindo o da RA (Reunião-Almoço) e o da UCS (Universidade de Caxias do Sul).

A Plateia
Disposição: O público, composto por dezenas de pessoas, está organizado em mesas redondas cobertas com toalhas brancas que preenchem o salão.

Perfil: Os participantes vestem trajes sociais e empresariais, mantendo o olhar voltado para o palco em atitude de escuta.

O Ambiente
Arquitetura: O salão possui um piso de madeira polida com tábuas em tons de marrom e mel.

Iluminação: O teto branco possui iluminação embutida e trilhos com focos de luz direcionados ao palco. Grandes janelas ao fundo permitem a entrada de claridade natural, sugerindo um evento diurno.
Intervenções incluem 14 obras de resiliência e reforçam mobilidade em regiões afetadas por enchentes - Foto: Vitor Rosa/Secom

O Bloco 2 passou por todas as etapas de modelagem e diálogo com a população (consulta e audiências públicas), com prefeituras e representantes dos setores interessados. O leilão está marcado para o dia 13 de março deste ano, na sede da B3, em São Paulo. 

O Bloco 2 abrange rodovias do Vale do Taquari e Norte, contemplando 32 municípios (17,5% da população).

  • Em que fase estão as discussões do Bloco 1 de concessões? 

O projeto da concessão está na fase de revisão técnica, após a realização do período de consulta e audiência pública.   

O Bloco 1 conta com rodovias na região Metropolitana, Litoral Norte e Serra gaúcha. São 27 municípios beneficiados com a futura concessão, o que representa 34% da população do RS. 

Explica Aí!

Fonte: Ascom Sict
Edição: Secom

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